Nos últimos anos, os preços dos imóveis nas principais capitais brasileiras tem impressionado a todo mundo que acompanha o mercado imobiliário. Desde 2008, comprar imóveis nos grandes centros tem sido a melhor estratégia financeira, superando todas as demais formas de investimento, com bastante folga. Para se ter uma idéia, entre janeiro de 2008 e dezembro de 2011, os imóveis tiveram uma valorização de 177% na Cidade Maravilhosa. Em São Paulo, a valorização foi de 139%.
Ainda é um bom momento para investir em imóveis?
Então investir em imóveis em 2012 é a melhor alternativa, certo? Não necessariamente. Ocorre que, durante o periodo emtre 2002 e 2007, aconteceu uma estagnação, com valorização de apenas 15% a 20%, em média, no mercado imobiliário do Brasil (salvo algumas excessões).
Além disso, analisando as últimas décadas, percebe-se claramente que houve uma valorização média anual de 12% a 15% nos preços dos imóveis nas principais cidades.
Portanto, a supervalorização que ocorreu no período subsequente a 2007 (de 2008 a 2012), foi principalmente uma recuperação de preços que levou a média brasileira de novo ao antigo patamar. Ou seja, analisando os gráficos, percebe-se que, entre 2002 e 2012, a valorização média anual não passou dos tradicionais 15%.
Índice FipeZap Composto
Segundo o índice FipeZap Composto, que monitora o preço médio do metro quadrado de apartamentos prontos nas principais cidades do Brasil, a valorização vem desacelerando desde 2011.
O última atualização do índice mostrou que o metro quadrado aumentou 25,5% nos últimos 12 meses. Em termos comparativos, no perído entre setembro de 2010 a setembro de 2011, a valorização foi de 30%. estes dados reforçam o diagnóstico de desaceleração.
Rio de Janeiro
No Rio a desaceleração é mais nítida ainda, uma vez que caiu de 42%, no acumulado de doze meses de setembro a setembro, para 33% de janeiro a janeiro.
O preço médio do metro quadrado na capital fluminense em janeiro ficou em R$ 7.589. O metro quadrado anunciado no Leblon chegou a R$ 17.328. Em Ipanema alcançou R$ 15.809.
A desaceleração da valorização
Portanto, tudo leva a crer que não haverá efeito bolha nem desvalorização. Contudo a intensa valorização dos últimos anos não deve se repetir, uma vez que as altas mensais têm sido cada vez menores, o que aponta para uma desaceleração da valorização. Ou seja, os imóveis vão continuar se valorizando, mas em um ritmo cada vez mais lento.
O sonho da casa própria
Por outro lado, quem está pensando em comprar um imóvel para morar deve aproveitar o bom momento: há farto crédito imobiliário e incentivo governamental.
Prova disso é que de acordo com Roberto Setúbal, presidente do Itaú Unibanco, o crédito imobiliário vai ser o que mais vai crescer em 2012, devido a provável queda dos juros e à grande demanda dos consumidores das classes emergentes.
Marcelo Franklin
Consultor Imobiliário
http://imoveislancamentos.com.br


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